
Cerrado pega fogo sozinho? Veja como vegetação brasileira reage à seca
- Guia Prático

- 19 de ago. de 2025
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Em agosto e setembro, a frequência de incêndios florestais nas regiões do cerrado aumenta muito: neste período do ano passado, foram mais de 2 milhões de hectares queimados, uma área equivalente a quase 3 milhões de campos de futebol.
Embora as queimadas durante o pico da seca sejam frequentes, elas raramente ocorrem sem a presença humana. Pesquisadores ouvidos pelo Metrópoles explicam que o Cerrado praticamente nunca entra em combustão espontânea.
Segundo a bióloga Mercedes Bustamante, professora da Universidade de Brasilia (UnB) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), os incêndios na estação seca quase sempre têm a ação humana como fonte de ignição.
"No auge da estação seca temos um acúmulo de massa vegetal seca e condições meteorológicas que favorecem a propagação de incêndios. O componente que falta na equação é a ignição, que nesses meses é por ação humana", explica.
Na natureza, o fogo ocorre de forma natural por conta de relâmpagos ou em regiões de vulcões ativos. Em todas as regiões do mundo, porém, é a ação humana, acidental ou provocada, que é a maior propagadora de incêndios florestais.
"Na seca, o clima está mais quente e seco, os ventos são mais fortes e há muita vegetação seca acumulada.
Esse cenário favorece incêndios de alta intensidade e grande alcance. Por isso, é fundamental evitar qualquer tipo de ignição nesse período, quando as chances de queimadas catastróficas são muito maiores", explica o pesquisador Leandro Maracahipes, da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e apoiado pelo Instituto Serrapilheira.







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